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Tanque de tinta ou cartucho: quando cada um se paga

O tanque barateia a página se a casa imprime toda semana. O cartucho perdoa a máquina que dorme meses. T544, T504, GI-11 e BT não se misturam.

Tanque de tinta ou cartucho: quando cada um se paga

Tanque e cartucho são os dois jeitos de alimentar um jato de tinta. No tanque (EcoTank, MegaTank, Smart Tank, InkBenefit) você despeja garrafa no reservatório e a cabeça puxa tinta por mangueira. No cartucho, a tinta viaja dentro do próprio bloco que se encaixa — às vezes com a cabeça grudada nele, às vezes só o tanquinho. A página do tanque sai mais barata quando o volume existe. A página do cartucho sai mais cara, e a máquina de cartucho costuma custar menos na prateleira. Essa troca só se paga se você for honesto sobre quantas páginas saem por mês.

Uma casa que imprime toda semana — boleto, escola, um PDF de 12 páginas — recupera a diferença da EcoTank em poucos frascos. Uma casa que imprime no Natal e em janeiro, e depois some até junho, mata tanque de entrada com bico seco. Cartucho parado também seca, mas a reposição é o cartucho. Cabeça integrada de EcoTank não se troca no caixa do mercado.

O que o rendimento ISO está dizendo

A Epson declara, para a L3250, até 4.500 páginas em preto com a garrafa T544 e até 7.500 páginas coloridas com o conjunto ciano, magenta e amarelo. O teste segue o padrão de documento ISO que a própria Epson descreve na página de rendimento das tintas: cobertura baixa, impressão contínua, condições de laboratório. Foto 10×15, PDF com fundo colorido e modo de qualidade alta comem essa conta. Parte da tinta das garrafas da caixa vai embora na carga inicial dos tubos. A primeira “carga” nunca rende igual à garrafa de reposição.

A L4260 usa T504. A Epson Brasil fala em até 7.500 páginas em preto ou 6.000 coloridas no kit de reposição. O preto T504 é pigmentado; o T544 da L3250, na linha de casa, é o conjunto de entrada. Não despeje 544 no tanque da 4260 nem 504 no da 3250. O bico, o chip do reservatório e a formulação não foram feitos como um refrigerante de marca genérica.

Brother InkBenefit, na DCP-T220 e vizinhas, usa BTD60BK no preto e BT5001 nas cores. Canon MegaTank usa GI-11. HP Smart Tank tem frasco GT ou série 30, conforme o modelo. O número está na garrafa, na tampa do tanque e no manual. Apelido “tinta EcoTank” não identifica nada.

Cartucho original de PIXMA e DeskJet declara rendimento na casa de poucas centenas de páginas. O preço do par preto+colorido, no Brasil, frequentemente passa de um terço do preço da própria multifuncional de entrada. Por isso a caixa do cartucho parece barata e a segunda compra dói.

A cabeça: onde o tanque ganha e onde ele quebra

Nas EcoTank de mesa a cabeça é o órgão caro. Ela fica na máquina. Tinta parada evapora na face dos bicos. O ritual de limpeza que o driver oferece gasta ainda mais tinta tentando desemperrar. Duas ou três limpezas profundas depois de um feriado longo e o tanque “econômico” já queimou um frasco inteiro em manutenção. Imprimir uma página de teste com as quatro cores toda semana é mais barato do que qualquer limpeza.

Cartucho com cabeça integrada (muita HP de entrada, alguma Canon) leva a cabeça embora quando você troca o bloco. Máquina que dorme seis meses tem chance maior de voltar à vida com um cartucho novo do que uma EcoTank esquecida. Esse é o único argumento sólido a favor do cartucho em 2026, para quem realmente imprime pouco.

Tinta compatível e “kit 500 ml” de marketplace existem. Podem funcionar. Podem entupir. Podem anular a conversa com a assistência na garantia. Este texto não vai fingir laboratório de tinta. O que dá para afirmar: o código original da ficha é o que o fabricante testou; o resto é risco que a pessoa assume olhando o preço do litro.

O que pesa mais que o preço da página

Wi-Fi em 2,4 GHz, mesa de digitalizar e verso automático mudam o dia a dia mais do que 2 ppm no folheto. A L3250 não tem duplex automático nem ADF. A L4260 tem verso automático e continua sem ADF. Brother tanque da linha T, como a DCP-T720DW, junta tanque, Wi-Fi, ADF curto e verso automático em alguns SKUs — e ainda assim o frasco é BT, não 544.

Bandeja coberta (várias Brother tank) protege o papel da poeira da sala. Bandeja traseira Epson deixa o maço visível e às vezes arqueia se a casa for úmida. Papel 75 g/m² de pacote aberto no chão engasga as duas.

Na caixa da EcoTank, conte os frascos pretos. Algumas promoções põem um preto extra. Isso vale mais do que o adesivo de “Wi-Fi Direct” se o seu volume for texto.

Quando o cartucho ainda faz sentido

Impressora de sítio, de consultório que imprime atestado duas vezes por semana, de quem vai passar meio ano fora: cartucho. A Canon PIXMA E3370 e vizinhas de entrada existem para isso. Você aceita a página cara em troca de não ter um tanque de 4 litros de tinta parada.

Quem imprime foto com frequência também pode preferir cartucho fotográfico de seis cores em modelo específico — isso já não é a PIXMA de supermercado. É outra prateleira.

Para o restante da casa brasileira que manda PDF toda semana, tanque ganha. A decisão real passa a ser qual tanque: 544 sem duplex (L3250), 504 com duplex (L4260), Brother BT com bandeja coberta, Canon GI-11. Abra duas fichas da mesma família e olhe o frasco, o verso e o ADF. O duelo L3250 contra L4260 é o exemplo mais limpo dessa lista.

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